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Reaprendrendendo a aprender: alunos e professores do Indyu utilizam a tecnologia como aliada nas aulas remotas


 

 

Foi em meados de março deste ano que, no Brasil, todas as escolas de educação básica e as instituições de ensino superior foram obrigadas a suspender as aulas presenciais como forma de conter o avanço do coro- navírus no país. Aproximadamente, 60 milhões de estudantes foram im- pactados, sem falar dos professores, dos demais profissionais da área da educação e das famílias.

Nunca nos esqueceremos desse acontecimento na vida de nossas retinas tão fatigadas. Que o mineiro Carlos Drummond de Andrade nos perdoe pela apropriação e modificação dos seus versos. Mas se tem um poema que nos ajuda a contar essa história, com certeza é a poesia “No meio do caminho”, que parece ser uma metá- fora da realidade atual.

O fato é que se o coronavírus está sendo uma pedra no caminho entre o ensino e a aprendizagem, a internet está sendo a ponte. Para alguns, uma ponte moderna, bem edificada e que aguenta o peso da situação; para outros, uma ponte instável e, até mesmo, perigosa. Isso porque nem todo mundo tem computador em casa e acesso à internet. De um lado da ponte estão os estudantes; do outro, os professores.

O decreto da Prefeitura de Montes Claros que suspendeu as aulas pre- senciais nas redes pública e privada foi emitido no dia 16 de março e de- veria ser cumprido a partir do dia 23 do mesmo mês, numa segunda-feira. A determinação pegou todos de sur- presa. Enquanto muitas instituições de ensino tiveram que correr pra se adaptarem, o Colégio Indyu já tinha quase tudo preparado. No mesmo dia de início do cumprimento do decreto, o Indyu já estava ofertando aulas remotas a todos os seus alunos, desde o 6º ano do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio. Os cursos técnicos também não ficaram de fora.

“Já estávamos preparados para qualquer eventualidade, pois já tínha- mos uma parceria com o Google for Education, que é um serviço do Google voltado para a gestão do ensino. Os nossos alunos têm na grade de ensino a disciplina de Informática; com isso, no ano passado, todos os alunos aprenderam a utilizar as ferramentas do Google. Os professores também já tinham recebido treinamento. Por isso, foi natural a adaptação para o ensino remoto. No colégio, temos, inclusive, uma Sala Google, que foi inaugurada em agosto do ano passado. Nela os professores desenvolvem atividades diversificadas a partir de tecnolo- gias educacionais e metodologias inovadoras”, explica o diretor do colégio, Willian Borges Lisboa, que é cientista da Computação, pós--graduado em Gestão, Marketing e Comunicação e mestre em Sistemas Distribuídos e Redes pela Universidade Federal de São Carlos.

A expertise do diretor uniu-se à competência e ao empenho de uma equipe pedagógica e de professores disposta a continuar oferecendo os serviços educacionais com excelência. Para isso, as aulas remotas no Indyu estão acontecendo nos mesmos horá- rios de aula. É o que conta a diretora administrativa e jornalista Gabrielle Freitas Mourão, que faz questão de mandar um recado para os pais: “Pais, podem ficar tranquilos, estamos de- senvolvendo um trabalho em que o aprendizado não ficará prejudicado. A sala remota tornou-se quase uma sala de aula de verdade, os alunos se encontram, batem papo, tiram dúvidas, fazem brincadeiras, os professores têm liberdade para realizar dinâmicas que fomentam o vínculo como forma de minimizar os efeitos do distancia- mento social. Estamos tendo grandes conquistas”, destaca a diretora. 

E falando em brincadeiras, dinâmicas e em um ambiente virtual descon- traído, a professora de matemática Ana Cristina Chaves Santos é mestra no assunto. Ela resolveu montar o seu cantinho home office ao ar livre, no sítio dos pais em Mirabela. Fixou o quadro embaixo de um pé de manga, e de lá explica os cálculos matemáti- cos, intercalando com momentos de conversa e brincadeiras.

“Estou dando aula daqui da roça, mostro para eles como é aqui, mostro as galinhas, o cachorro. É preciso ressignificar o conceito de ensinar nesse momento para que eles não fiquem estressados em casa. E o Indyu deu essa liberdade pra nós professores. E posso dizer por todo o corpo docente que esta- mos bastante satisfeitos com a or- ganização do colégio”, afirma Ana, professora do Indyu há 25 anos.

Gabrielle ainda salienta que os alunos do 9º ano ao ensino médio contam com uma disciplina de Inteligência Emocional, que auxilia os alunos a refletir e ter forças para enfrentar a situação que o mundo está vivenciando. “Desenvolvendo a inteligência emocional é possível você se conhcer melhor, saber seus pontos fortes e fracos. A partir daí, trabalhar o autocontrole e a automotivação para o enfrentamento de crise como a que estamos vivendo. Nosso objetivo é tentar preservar ao máximo a rotina dos alunos e barrar o volume excessivo de informações densas sobre a crise.”, esclarece a professora Cláudia Guimarães, que é psicóloga, mestre em Educação e especialista em Cardiologia e Psicologia Médica.

João Victor Camargos Sampaio, do 1 ano do Ensino Médio, confessa que se sente um pouco triste por não estar tendo um contato presencial com colegas e professores. “Nesse momento, é necessário esse distanciamento social. Espero que isso passe logo, mas as aulas remotas estão sendo muito boas, pois não estou ficando atrasado em relação ao conteúdo. Sei que o Indyu está fazendo isso para nos preparar, para alcançarmos notas boas nos vestibulares”, aponta o aluno.

A mãe de João Victor, a cabelereira Janete Aparecida Sampaio, conta que está muito satisfeita com o trabalho do Indyu. “No inicio foi um pouco estranho, rotina nova, mas com o tempo ele se adaptou. E eu estou gistando, achei interessante a iniciativa da escola; assim ele não perde um ano”, pontua 

Xará de João Victor do 1 ano, João Victor Costa Souza, que está no 3 ano do Ensino Médio, também está satisfeito com a continuidade dos estudos, já que quer prestar vestibuar para Educação Física. “Foi um grande desafio. No inicio tive dificuldade por ser uma situação nova, precisamos ter mais autocontrole e atenção. Mas agora que me adaptei, estou gostando. As aulas estão acontecendo da forma prevista. As provas são bem elaboradas, horário preciso e com suporte eficaz”, relata.

Sobre as provas, Willian explica que o Colégio resolveu não sobrecarregar os alunos, está tentando evitar colas, já que a aplicação é online. “Os pais foram convidados para fazer a única coisa que nãpo podemos: acompanhar a realização das avaliações de maneira presencial. Desse modo, pais e alunos podem escolher um dos dois hrários destinados à aplicação. Assim aplicamos dois tipos de provas e efetuamos a chamada visual do aluno com seu responsável. Após a confirmação, enviamos o link da prova para o aluno. Cada prova é única e busca disgnoticar o conhecimento do aluno e não puni-lo. Elas são elaboradas por nossos professores para serem respondidas em no máximo 30 minutos”, esclarece o diretor.

Para também tranquilizar e orientar os pais ou responsáveis dos alunos, a coordenação pedagógica mantém um contato regular. “Informamos através de comunicados, vídeos explicativos, alimentando nossas reds sociais e com ligações telefônicas para esclarecimentos do nosso novo formato de trabalho. Nosso objetivo é sanar todas as dúvidas e fornecer o suporte necessário aos familiares”, garante a supervisora pedagógica Isabel Christina Rodrigues Rabelo.

 

Fonte: Revista O Tempo - Yure Dikson

 

 

 

 

 

                                


Publicada em: 05/06/2020
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