No dia 08 de outubro, estudantes do curso Técnico de Enfermagem Indyu participaram de evento de conscientização ao Outubro Rosa. No episódio, o médico mastologista, Ricardo Alcântara e as vítimas de câncer, Suziane Santos Cambuí e Ana Clara Martins Fróes, falaram sobre a importância da campanha feita no mês de outubro e do diagnóstico precoce para maiores chances de cura.

Além dos estudantes, direção, coordenação e docentes do curso estiveram presentes no evento. Segundo a diretora do Colégio Indyu, Gabrielle Mourão, a campanha é importante, pois o Outubro Rosa é o mês em que as pessoas voltam os olhares em prol da saúde das mulheres. “Outubro rosa é o mês que voltamos os olhares para as mulheres, pois o câncer de mama é um dos cânceres que mais mata mulheres em todo país, mas que, se diagnosticado precocemente, a paciente tem mais chances de alcançar a cura. Então, com o objetivo de conscientizar os estudantes, preparamos esse dia especial para que eles possam aproximar da realidade da oncologia e do diagnóstico precoce”, destacou a gestora.

Gabrielle frisou, ainda, que o técnico de Enfermagem tem um papel primordial na vida de mulheres que sofreram ou sofrem com o câncer de mama e agradeceu os profissionais que participaram do evento. “O técnico em Enfermagem bem treinado pode diagnosticar este nódulo e orientar os pacientes da melhor maneira possível. Fomos agraciados com a presença do mastologista Ricardo Alcântara, que atende a 94% dos casos de câncer de mama de Montes Claros e região. E isso, é um diferencial para nosso curso. Agradeço aos colaboradores Zeca, aos professores Ian e Fernanda por contribuírem para que nosso curso seja o melhor da nossa região”, ponderou.

Em palestra, Ricardo ressaltou que o câncer de mama é a principal causa de morte por câncer entre as mulheres e que, o Outubro Rosa é uma campanha fundamental na luta contra esta estatística. “O câncer de mama é o câncer mais frequente, exceto câncer de pele ou melanoma, e a principal causa de morte por câncer, porém, a morte é evitável em 45% das vezes, se a doença for diagnosticada precocemente. Então, a conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce e da busca por auxílio e do tratamento é essencial para conseguirmos, com este diagnóstico precoce, 95% de chance de cura em uma doença que tem uma alta taxa de letalidade se diagnosticado tardiamente”, frisou o médico, que completou: “Promover palestras assim para profissionais da área, como técnicos de Enfermagem, enfermeiros, médicos e agentes comunitários, que são multiplicadores de conhecimento, responsáveis por orientar as pessoas sobre o diagnóstico precoce e sobre a importância da mamografia, do autoexame e do autoconhecimento é um grande diferencial para a luta contra o câncer de mama”, ressaltou.

Além dos dados e alertas apresentados pelo mastologista, os estudantes ouviram depoimentos de duas pessoas que foram diagnosticadas com câncer e que hoje estão curadas. Uma delas é a Suziane, que passou por tratamento de um câncer raro na mama, que migrou para a coluna, fígado e dois pulmões. Ela ressaltou a importância de acreditar na cura e da relevância do profissionalismo dos técnicos em Enfermagem durante o tratamento. “Eu sempre mostro para as pessoas que é possível superar o câncer, pois, temos uma expectativa muito ruim diante da doença. Então, espero que estes alunos, a partir de nossos depoimentos, sejam profissionais humanizados porque o paciente já é bastante debilitado e machucado, não só fisicamente, mas psicologicamente e, o profissional como um todo, tem capacidade de levantar este paciente, demonstrar o lado das coisas e nos incentivarmos a sermos fortes”, frisou Suziane.

A adolescente, Ana Clara Martins Fróes, foi diagnosticada com sarcoma na perna esquerda. Ela cita um pouco de como foi sua reação diante do diagnóstico e como foi feito o tratamento. “O diagnóstico foi bem rápido, eu comecei sentir dores na minha perna esquerda, depois de ter me machucado, e elas ficaram intensas e passei a não ter sensibilidade do joelho para baixo ou, quando forçava, doía bastante. Depois de muitos dias indo e voltando do hospital e com muitas dores, fiz uma ressonância da coxa Femural, mas o médico viu que tinha algo mais acima e pediu outra ressonância que constou uma lesão, que foi diagnostica como sarcoma na região sacra, após uma biopsia. Logo após, comecei o tratamento e tive muitos efeitos colaterais, perdi 20kg e tive muita rejeição de mim mesma no início, eu não queria receber visitas, tinha vergonha do que os meus amigos iriam pensar porque, às vezes, não temos medo de lidar com aquilo que estamos passando, mas nos isolamos pelo fato de não sabermos como as pessoas vão lidar com aquilo”, ressaltou.

Ela diz, ainda, o que foi fundamental para sua aceitação e recuperação da doença. “No início, fiquei meio para baixo, mas, depois de um tempo indo ao hospital, eu encontrei com uma psicóloga que me falou que da maneira que eu me via, as pessoas também iam me ver. Então, a partir daí, percebi que as pessoas, às vezes não olham por maldade, mas só porque não é comum ver pessoas que passam por isso e que saem na rua, conversam e, principalmente, uma adolescente. Após isso, comecei a lidar de uma forma mais natural, comecei a receber meus amigos e vi que a doença não era o fim do mundo, que eu ia me curar e a nossa consciência é primordial para termos um bom resultado. Foi um ano de tratamento, fiz 30 sessões de radioterapia e 17 sessões de quimioterapia, não precisei fazer cirurgia e, graças a Deus, fui curada”, finalizou.

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